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Sketchbook SIX

18
Dez15

Manifesto de Natal


Quando era pequena o Natal tinha outro significado, acreditei no Pai Natal até muito tarde (de tão ingénua que sou). As memórias que tenho nesta altura do ano são de escrever a carta ao Pai Natal, de rodear os catálogos todos dos brinquedos  que a minha mãe trazia da Toys R Us e escrever no postal para o Pai Natal quais os brinquedos que queria. Lembro-me de ir com a minha mãe aos correios deixar a carta ao Pai Natal e de passar os dias todos a sonhar com o dia 24, ficava em êxtase logo desde o dia 1 de Dezembro em que reuníamos a família toda e montávamos a árvore de Natal. O dia 1 de Dezembro era também o dia em que começávamos por abrir o calendário do advento da Hussel, todos os dias um chocolate e fazíamos apostas de qual era o boneco que se escondia por detrás de cada janelinha. Lembro-me de passar os dias a sonhar com o meu irmão e a tentarmos adivinhar o que é que o Pai Natal estava a fazer, se estava a "montar" os meus presentes e o que me ia trazer. Lembro-me também de pensar se tinha sido uma rapariga bem comportada e se não tinha feito muitas asneiras, aliás, era o que mais me preocupava era isso mesmo. Sempre adorei a véspera de Natal, o meu pai vestia-se todos os anos de Pai Natal e vinha entregar-nos os presentes num saco gigante. Quando chegava perto da meia-noite lembro-me da minha mãe apontar para a janela e gritar: "meninos olhem o trenó do pai Natal" e de eu e o meu irmão irmos a correr para a janela ver se o conseguíamos ver, uma desculpa para nos distrair para que o meu pai se fosse vestir no quarto e sair  sem percebermos. 

Meia-noite em ponto e ouvíamos um sino a tocar, sabíamos que era ele, nunca falhava! A magia sempre foi a mesma. Hoje em dia, perdeu-se muito esta magia que nos faz tanta falta. As crianças devem continuar a acreditar no Pai Natal e a sonhar com tudo isto, às vezes tenho saudades desta época. Adoro o Natal por causa disto, por causa desta magia. Das luzes, das músicas, das decorações e acima de tudo... de ter a família toda reunida. 



Hoje, que já descobri que o meu pai era o Pai Natal, dou graças por tê-lo comigo e por ter a família toda junta. Para mim o Natal é suposto ser uma época dedicada à família e ao convívio e hoje em dia parece que nos esquecemos muito disso: o stress com os presentes, a azáfama da ceia de natal para ter tudo pronto e aquela obrigatoriedade de ter de estar tudo lindo e perfeito na véspera e no dia de Natal.  Gosto de ser pirosa nesta altura do ano, de cantarolar músicas de Natal, de ajudar quem mais precisa não só agora mas sempre que posso e de distribuir acima de tudo alegria, sorrisos e bons momentos. Vamos tornar o nosso Natal num Natal melhor. Aproveitarmos aquele momento para estarmos com a família, com os amigos e tentarmos relaxar, afinal não sabemos quando é que será o último natal em que vamos estar todos juntos, não é? Vamos tentar deixar para trás as coisas más da nossa vida e trazer alguma magia ao Natal dos adultos e essa magia é conseguida com amor, paz, alegria e bons momentos. 


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